24 julho 2016

Casal sobrevive com amor, sem sexo? E com sexo, sem amor?

Por: Bel Florindo e Mi Soares

O sexo é algo colocado como obrigação pela sociedade, principalmente para o homem. O mundo fala muito sobre, e até mesmo de forma banal, colocando-o como prazer máximo da vida; como se este fosse a coisa mais importante na vida de um ser humano, como diz na famosa frase, “crescei e multiplicai”. E muitos levam a frase na integra e ponto final, tratando o sexo como um mero copo de água, que você bebe quando tem sede, ou seja, toda hora.
Quando você alcança um certo nível de amadurecimento, o sexo não é mais a coisa principal de um relacionamento, e sim o complemento de uma vida a dois. O respeito e a compreensão estão em primeiro lugar, a correria do dia a dia, o vazio das pessoas e a falta de educação da população em geral que nos estressa, nos torna mais suscetíveis a chegar em casa e ficar curtindo um sofá com o marido e vendo televisão. E sinceramente, não existe nada mais surreal e excitante do que o sexo entre as ideias, do que a fusão entre dois mundos. Não acho que sexo mereça ser reduzido apenas a peitos, bundas, corpos nus, sexo é muito mais que isso, até porque, desculpem o palavreado chulo, mas “trepar, todo mundo trepa”, o complicado é você se entregar a alguém de corpo e alma, conscientemente escolhido a dedo, não apenas por desejo físico, mas porque viu na outra pessoa, um parceiro de vida, um cúmplice, uma pessoa que te complementa/transborda ou porque simplesmente encontrou um porto seguro.

No momento em que se inicia uma vida sexual, aquilo para você é algo novo, uma situação de experimentação completamente diferente, com sensações jamais sentidas ou vivenciadas antes; e por isso a ansiedade em querer o tempo todo, porém, com o passar do tempo, você consegue entender que não é bem assim que funciona. Com o tempo compreendemos que não tem que existir obrigatoriedade, frequência mínima, não se trata de uma competição sobre quem tem a vida mais sexualmente ativa. Tudo isso constitui um processo muito íntimo e natural, sim natural! Somos humanos e o sexo é uma parte de nossas vidas, não apenas pela procriação, mas pelo desenvolvimento da capacidade de se relacionar, em si.
É como um doce que descobriu em uma padaria nova, você quer todo dia, até o momento que você deixa um pouco de lado e o consome menos, não porque enjoou, ou não gosta mais do sabor, pelo contrário, você percebe que após ficar uns dias sem sentir aquele sabor, a próxima primeira mordida será mais intensa, trazendo toda a novidade e encantamento de volta. Para sexo não existem cartilhas ou fórmulas que determinem o certo ou o errado, sexo trata-se da união de dois corpos que se desejam. Obviamente que quando há amor, quando estes corpos se unem, não apenas por partilharem um desejo, mas por partilharem visão de mundo, igualdade de pensamentos, sonhos e planos, tudo fica muito mais gostoso.

O sexo tem momentos de intervalos em qualquer relacionamento longo, momentos onde ocorrem problemas pessoais, seja com trabalho, casa, família.... Em contrapartida, em outros momentos o sexo é algo indispensável, como se o corpo necessitasse daquele momento íntimo para se renovar. A maturidade faz você se colocar no lugar do outro e saber respeitar o momento do casal, compreendendo que sexo não é tudo num relacionamento de amor.
A libido aumenta ou diminui mediante o que circula na sua mente, com base no seu “eu” particular. Perdas, ganhos, ansiedade, temor, angústia e até mesmo felicidade, influenciam seu corpo. Quando você está em paz consequentemente sua libido aumenta, aumentando também o desejo pelo outro. Quando sua mente está mais atribulada a libido tende a diminuir, assim o desejo pelo sexo diminui na mesma proporção, neste ponto o sexo não é mais, o mais importante. As prioridades de uma vida adulta e madura, mudam e acho que não devemos nos cobrar, afinal todo mundo passa por isso.

Não se deve forçar uma precocidade, a sociedade já cumpre seu papel em relação a isso, haja visto, o tanto de meninas que fazem sexo antes dos quinze anos apenas por que eram as únicas virgens da turminha. Sexo é maravilhoso, como bem define aquela famosa propaganda, “Sexo é vida”, porém ele precisa ser feito com responsabilidade e de preferência num momento em que se tenha um mínimo de autoconhecimento, do contrário, periga você não aproveitar tudo que pode, quer e merece dentro de uma relação.

2 Comments:

Wanessa Zanon said...

Todas as colocações foram muito coerentes. Parabéns pela sensibilidade, meninas!

Unknown said...

Obrigada pelo incentivo e pelas palavras de carinho!

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