16 julho 2016

Só se vive uma vez.

Por: Bel Florindo e Mi Soares.


Já parou para pensar em como existe abundância em sua vida? Consegue enxergar o quanto sua jornada, por mais dolorosa e atribulada que seja, é sim uma jornada para se orgulhar?

Passamos a vida inteira em estado de busca, tentando nos encaixar, tentando conseguir aquela vaga de emprego, tentando passar naquele concurso, e na maioria das vezes simplesmente ignoramos o que temos, esquecendo de agradecer as conquistas que já tivemos ao longo dessa caminhada.

Temos o péssimo hábito de deixar passar momentos únicos em nossas vidas, deixamos de dançar na festa porque estamos com medo do que vão pensar, deixamos de comer aquele docinho da festa junina por medo da balança, deixamos de lado um sonho por medo do julgamento alheio, deixamos de sorrir porque estamos focados na dor.... São tantas as amarras, os cárceres que nos prendem, que simplesmente esquecemos de viver e dar vida a nossa própria vontade.

O que você faria hoje se tivesse poder de escolher? E não me refiro a algo específico, falo da insatisfação que sentimos diante da vida, falo de forma geral. Qual “pau da barraca” você chutaria hoje? Largaria o curso da faculdade para ingressar num programa de intercâmbio, ainda que isso significasse ter que trabalhar de babá para se manter? Mudaria de profissão, ainda que isso representasse ganhar menos? Trocava de cidade para ir atrás de um sonho? Pediria demissão daquele emprego que paga bem, mas que é extremamente limitador e engessado, para abrir sua loja de doces? O que você faria?
Apenas pense no que tem te motivado a seguir em frente até aqui, e se questione até quando valerá a pena adiar suas vontades, sonhos e desejos? Quanto tempo você acha que ainda tem para perder, pensando nos outros e no que irão pensar? Até quando seu poder de decisão estará atrelado não a sua vontade, mas a opinião alheia?

Dito isto, preciso dizer a você que seu tempo está acabando, que existe uma máxima muito antiga que prega que “Começamos a morrer no momento em que nascemos, e o fim é o desfecho do início. ”. E com base nessa afirmativa, precisamos nos conscientizar da urgência que rege a vida, do quanto tudo isso é passageiro e devido a isso precisa ser vivido de forma genuína, real e intensa. Não perca tempo explicando demais, não desperdice oportunidades únicas de ver e viver experiências que trarão autoconhecimento e aprendizado a sua vida, apenas siga em frente e realize algo que faça você olhar para tudo que viveu e dizer com generosidade, valeu a pena.

Cante se tiver vontade, dance sempre que possível, coma o bendito doce se este for o seu desejo, mande o chefe chato às favas e vá abrir seu ateliê de bijuterias, mas faça da sua vida a verdadeira motivação para continuar vivendo. Não adianta buscar motivação no outro, no trabalho, no salário, no amor, sua motivação tem que vir de dentro de você. Pois só você se conhece bem a ponto de saber o que te agrada e o que te impulsiona, portanto, não atribua a terceiros uma função tão vital para plenitude de sua existência.
Aproveite cada minuto do seu dia, seja grato pelas experiências, sejam elas agradáveis ou não.  Sorria e faça sorrir. Doe os excessos não utilizados. Compartilhe palavras de carinho. Beba vinho. Sinta o cheiro de terra molhada. Tome banho de chuva. Assista ao pôr do sol. Ande descalço. Aprecie a lua. Trabalhe naquilo que te faz feliz. Não se explique muito. Ande de bicicleta. Leia, leia muito!

Tem tantas coisas que poderia incluir na lista acima, mas a ideia não é dar uma fórmula pronta, e sim, dizer para você que você pode e deve viver intensamente. Que escolhas erradas são cruciais para o nosso desenvolvimento, que você não está sozinha e que por mais que exista receio de julgamento, viver é uma arte e cabe a nós fazer dessa arte a mais bela possível, por isso, aprecie a vida sem moderação. Não se esqueça, só se vive uma vez.

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